GDF alinha gestão de riscos e integridade com 80 órgãos

Published On: 11/02/2026 15:29

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Encontro liderado pela CGDF apresenta resultados de 2025 e estabelece diretrizes estratégicas para fortalecer transparência e controle interno no Distrito Federal

Mais de 80 órgãos do Governo do Distrito Federal participaram, nesta semana, de uma reunião técnica coordenada pela Controladoria-Geral do Distrito Federal para discutir governança, gestão de riscos e programas de integridade. O encontro reuniu cerca de 130 representantes da administração pública local e teve como foco a consolidação de práticas que ampliem eficiência, prevenção de falhas administrativas e transparência no serviço público.

A iniciativa faz parte de uma agenda permanente da CGDF voltada ao fortalecimento dos mecanismos de controle interno. Durante a reunião, foram apresentados os resultados das consultorias realizadas ao longo de 2025, além das prioridades estratégicas que devem orientar os órgãos em 2026.

Segundo dados apresentados, foram realizadas 56 consultorias técnicas no último ciclo. Dessas, 38 estiveram concentradas na implementação e revisão de políticas de gestão de riscos, enquanto 18 trataram diretamente de programas de integridade institucional. A avaliação dos órgãos atendidos apontou alto grau de satisfação, com ampla maioria classificando o suporte técnico como excelente.

A reunião também reforçou a necessidade de amadurecimento da chamada “segunda linha de defesa” na administração pública, conceito que envolve áreas responsáveis por monitoramento, conformidade e controle. A proposta é ampliar capacitações técnicas, padronizar relatórios e fortalecer a cultura preventiva dentro das secretarias e autarquias.

Para a Controladoria, a governança pública eficaz depende da identificação antecipada de riscos, da definição clara de responsabilidades e da criação de mecanismos que reduzam vulnerabilidades. Na prática, isso significa decisões mais fundamentadas, menos improviso e maior proteção ao interesse público.

Especialistas em administração pública destacam que políticas de integridade bem estruturadas não apenas reduzem riscos jurídicos e financeiros, como também elevam a credibilidade institucional. Em um cenário de cobrança crescente por transparência, a profissionalização da gestão é vista como requisito básico para boa governança.

O encontro não teve caráter político-partidário, mas institucional. O foco foi técnico: alinhar procedimentos, compartilhar experiências e criar métricas para monitoramento contínuo. A expectativa é que, em 2026, os órgãos avancem na consolidação de planos formais de risco e aprimorem seus programas de compliance público.

Ao investir em prevenção, o governo sinaliza compromisso com responsabilidade administrativa. O desafio agora é transformar diretrizes em prática diária e manter o acompanhamento constante para que as metas não fiquem apenas no papel.

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