PCC usa metanol em fraude bilionária de combustíveis

Compartilhar

Operação expõe rede de postos ligados à facção e alerta para riscos ao motor e à saúde

A megaoperação Carbono Oculto, realizada nesta semana, revelou como o Primeiro Comando da Capital (PCC) se infiltrou no setor de combustíveis e movimentou bilhões de reais em um esquema que ia da importação até a venda nos postos. Segundo as investigações, a facção utilizava o metanol para adulterar gasolina e etanol, prática que garantia maior lucro e ainda servia para lavar dinheiro.

O metanol, no entanto, é um produto altamente perigoso: além de corrosivo e tóxico, pode comprometer gravemente motores e colocar em risco a saúde de quem entra em contato com ele. A legislação brasileira permite apenas 0,5% dessa substância na composição, mas laudos apontaram índices de até 90% em alguns combustíveis comercializados.

Especialistas alertam que a presença irregular do composto provoca falhas de ignição, aumento do consumo e desgaste acelerado de peças, como bombas e injetores. Para o consumidor, além do prejuízo financeiro com reparos, há ainda riscos invisíveis, já que a inalação ou ingestão do metanol pode causar intoxicação severa.

De acordo com o Ministério Público, a facção também assumia o controle de postos por meio de ameaças e chantagens contra antigos proprietários. Mais de mil estabelecimentos já foram identificados como parte do esquema, muitos deles autuados ou interditados pela fiscalização.

Faça um comentário